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Dom Cláudio - Cardeal Arcebispo de São Paulo.............
Dom Cláudio, neste ano a Igreja de São Paulo viverá intensamente, pensando mais sobre vocações. Fale sobre a sua vocação, o seu chamado: como aconteceu?
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Olha ele aconteceu quando eu era criança, na verdade eu comecei a me senti chamado ao sacerdócio muito pequeno, desde que eu sei alguma coisa eu pensava em ser padre, e certamente porque meus pais me levavam para a Igreja e eu fui coroinha de missa, muito pequeno com 7 anos de idade, já comecei a ser coroinha, nem sei como isso funcionava mas eu sei que foi com essa idade, nos éramos muito amigos do padre, do páraco da paróquia e era um desejo meu que ficou e foi desenvolvendo até que finalmente acabei indo para o seminário dos franciscano.
E São Francisco na sua vida Dom Cláudio, ele teve uma importância maior, o senhor teve alguma experiência peculiar com São Francisco, com foi?
Eu comecei na verdade a conhecer São Francisco foi no seminário, não foi antes, porque eu não fui para o seminário pensando nisso, eu ia para o seminário para ser padre, eu muito criança achava muito interessante os padres franciscano que tinha passado lá em casa, tinham conversado com meus pais e comigo na escola e eu dizia que eu sair eu vou ser padre e depois que eu comecei a conhecer São Francisco, é um santo que me encanta sempre, que me inspira sempre, aliás a Igreja toda se inspira em São Francisco, a Igreja o mundo até hoje ele continua sendo uma grande inspiração, tanto por seu carisma pessoal, como por sua opção de seguir o Evangelho ao pé da letra, essa volta ao evangelho que tantos outros movimentos no tempo dele tentaram fazer também, e alguns não deram certo a volta à pobreza evangélica, depois toda essa questão da fraternidade da relação com a natureza esse conjunto todo na verdade a história desse grupo, escrito nos livros da época tudo isso encanta, até hoje muita gente, e é claro de modo muito especial nos franciscanos. Dom Cláudio, o Senhor foi escolhido pelo Papa Joao Paulo II para ser o novo cardeal do Brasil, o senhor já esperava esta escolha ou foi uma surpresa? Veja isso e sempre uma surpresa, porque ninguém tem direito a ser cardeal, qualquer que seja a diocese ou arquidiocese que ocupe no mundo, agente sabe sim que algumas arquidiocese normalmente o Arcebispo acaba sendo nomeado cardeal, a essa arquidiocese aqui de São Paulo os três anteriores foi cardeais, porém repito ninguém tem direito a ser cardeal, de forma que acaba sendo uma surpresa, e em segundo lugar vejo também nisso uma grande diferença da parte do Papa em primeiro lugar em relação ao Brasil, escolhendo mais dois cardeais e uma grande diferença, uma grande estima, delicadeza do papa com o Brasil, para que assim nos estaremos nos dois Dom Geraldo Magela que foi nomeado agora iremos representar aqui o país a Igreja do Brasil nesse colégio cardinalício, que entre outras atividades prerrogativas tende a escolher o Papa, que é o colégio cardinalício que escolhe eventualmente o novo Papa, embora nos queremos que o Papa João Paulo II continue por muitos anos, ele é queridíssimo, é uma grande luz e nos precisamos muito de João Paulo II, bom isso é uma das prerrogativas assim a Igreja do Brasil tem mais dois que poderiam eventualmente estar ali, como em entre outras atividades portanto e responsabilidade da Igreja, a nível universal, então isto eu assumo claro com muita humildade em primeiro lugar porque não é por mérito pessoais, é de fato eu me sinto convocado, chamado pela Igreja através da voz do papa de maneira especial em ultima análise é a voz de Jesus Cristo que convida por um trabalho, digamos assim por um trabalho mais especializado dentro da Igreja a nível universal e eu estou pronto para este trabalho apesar das minha limitações eu quero dar aqui minha contribuição com todo o empenho, sobretudo com fidelidade e comunhão com o Papa.
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