As
autoridades eclesiásticas acompanharam tudo com muita atenção
e máxima reserva. As curas milagrosas estão sob o controle
de uma comissão de médicos, acessível a todos os facultativos
sem distinção de credos ou mentalidades.
Esta comissão se ocupa detidamente a cada caso de cura milagrosa,
e devem os doentes se sujeitar a um exame médico anterior,
logo depois de sua chegada em Lourdes, e depois da cura que
julgarem ter experimentado.
Desde 1858 até 1904 a comissão oficial de médicos constatara
a autenticidade de 3.353 curas, que se subtraíram à explicação
natural e científica. Daquela data até hoje as curas milagrosas
observadas em Lourdes se tornaram inumeráveis. A água da fonte
que os doentes bebem e em que tomam banho de imersão, foi
quimicamente analisada, e não acusou existência de nenhuma
substância mineral curativa.
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