Eu sou filha da Casa de Maria
“A
Devoção a Maria é fonte de vida
cristã profunda, é fonte de compromisso
com Deus e com os irmãos. Permanecei na Escola
de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos.
Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus:
‘Fazei o que Ele vos disser (Jô 2,5). E,
como outrora em Caná da Galiléia, encaminha
ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as
graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria:
ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa”
(Papa João Paulo II).
Quando
me deparei com estas palavras do Santo Padre eu compreendi
que sou filha da Casa de Maria! Ela me acompanha, me
orienta, me forma e me ajuda cada vez mais a entender
que sendo formada por ela eu me assemelho, cada vez
mais a Jesus, porque Ele foi formado na Escola de Maria.
Na
Escola de Maria aprendi o que é adorar a Deus.
Maria, aos pés da cruz foi a pessoa humana que
soube oferecer a Deus o ato de adoração
mais perfeito. Ela ofereceu a pérola preciosa
do seu coração que era Jesus. Entendi
ali, aos pés da cruz, com Maria, que adorar é
reconhecer os direitos soberanos que Deus tem sobre
nós. Jesus era seu Filho amado, seu único
Filho. Seu coração de Mãe sofreu
ao ver todo o seu sofrimento, porém, Ela entendeu
que se fazia necessário que os desígnios
de Deus se cumprissem na vida de seu Filho e de toda
a humanidade.
Embora
seu coração estivesse transpassado pela
dor, ela sabia que era necessário. Reconheceu
os direitos de Deus sobre toda aquela situação.
Na
cruz, Maria, ofereceu o maior ato de amor a Deus oferecendo
também o seu Filho. Adorar é amar a Deus
com todas as suas forças, mesmo quando eu não
sou capaz de entender tudo o que me acontecesse, mas
ter a certeza de que Deus está no controle de
todas as coisas, de que Ele me conhece e sabe o que
é melhor para a minha vida.
Na
cruz, aprendi com Maria que não posso desistir,
que preciso ir em frente, sem desanimar, sem perder
a esperança. Entendo hoje: quando os
ventos das tentações desencadeiam contra
mim, olho para a estrela, invoco Maria. Quando me vejo
sacudida pelas ondas do orgulho, da ambição,
da maledicência, da inveja, olho para a estrela,
invoco Maria. Se a cólera, a avareza, ou a cobiça
assaltam a frágil barquinha da minha alma, ergo
os olhos para Maria. Se acabrunhada pela enormidade
das minhas faltas começo a ser absorvida pelo
abismo da tristeza e da desesperança, penso em
Maria.
Nos
perigos, nas angústias, nas dúvidas, penso
em Maria, invoco a Maria. Jamais sai Maria dos meus
lábios, jamais fica Maria longe do meu coração.
Seguindo-a, sei que não transviarei, invocando-a,
não me desesperarei, contemplando-a, não
errarei. Por ela amparada, jamais cairei; sob a sua
proteção, nenhum mal me causará
o inimigo. Guiada por ela, nunca me cansarei; se ela
for propícia, chegarei por certo ao porto.
Eu
sou Filha da Casa de Maria!
Verinha
Comunidade Canção Nova
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