Nada antepor a Cristo

Filed under: Espiritualidade — anacapucho at 6:14 am on Monday, November 24, 2008

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Nada antepor a Cristo! Esta palavra de São Paulo, adotada por São Bento como direcionamento para seus monges, foi retomada por Bento XVI como lema de seu pontificado, isto é, sua meta.

 Estranho que, tantos séculos depois, este seja o lema de um papa? Talvez, se não levarmos em conta que vivemos em uma civilização conhecida como pós-cristã, na qual os valores do Evangelho não são tidos em conta como norte para as escolhas de nosso dia a dia.

 O que, afinal, nossa era tem anteposto a Cristo? Teríamos, infelizmente, uma grande lista: do relativismo ao individualismo, do subjetivismo ao consumismo, do egoísmo á indiferença a Deus, do secularismo ao anti-clericalismo, da omissão dos bons ao conformismo, além das opiniões pessoais que contradizem o magistério da Igreja e que são formadas a partir de conceitos não-cristãos.

 Quando nos decidimos a nada antepor a Cristo, escolhemos o amor em primeiro lugar e em toda circunstância, especialmente nas adversas; buscamos saber o que o Evangelho e a Igreja pensam; procuramos ouvir a Deus antes de tomarmos qualquer decisão; valorizamos a oração, os sacramentos, especialmente a Eucaristia.

 Nada antepor a Cristo é colocar Deus em primeiro lugar, sempre, custe o que custar.

 por Maria Emmir Nogueira, Co-fundadora da Comunidade Shalom ,
Comunidade Católica Shalom

Somos os trabalhadores da última hora

Filed under: Espiritualidade — anacapucho at 6:59 am on Wednesday, November 19, 2008

 

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Os leigos podem ir aonde os bispos e padres não chegam

 Nós estamos, graças a Deus, no tempo da misericórdia, tempo em que o Senhor se põe de braços abertos para acolher a todos que vêm a Ele. Deus é sempre misericordioso, mas também é justo. Haverá um momento em que Ele vai precisar usar da Sua justiça; por isso, volte agora para o Senhor! Ele está esperando por você e pelos seus.

 Nós estranhamos a conclusão do Evangelho em que o proprietário sai em busca de operários para sua vinha (cf. São Mateus 20, 1-16). A uva tem que ser colhida no tempo exato, por essa razão ele vai de madrugada procurar trabalhadores, e volta às 9h, ao meio-dia, às 15 e às 17h. Por que ele volta tantas vezes? Porque ele é o dono da vinha e os cachos de uva têm que ser colhidos, pois não podem se perder. É por essa razão que ele vai buscar operários também às 17h.

 Há um outro aspecto muito importante nesse Evangelho: vou falar de nós operários que o Senhor manda buscar porque não quer perder suas “uvas”. Você é operário do Senhor até mesmo em gratidão por ter sido “colhido” e trazido de volta a Ele. Você é chamado a ser evangelizador e entrar no trabalho do Senhor.

 Na Igreja há lugar para todos, mas, na evangelização, vocês leigos podem ir aonde os bispos e nós padres não podemos; em primeiro lugar, na sua família, você é o primeiro apóstolo dela; você pai, mãe, filho. Existem muitos filhos que ainda precisam ser “colhidos” pelo Senhor. Você é o apóstolo da sua casa, você é o evangelizador. Dizemos que “santo de casa não faz milagres”, mas a grande arma não está na boca, em você ficar falando com a pessoa, mas a grande arma está nos joelhos: reze, reze, reze! Chegue até a cama de seu filho quando ele estiver dormindo e reze por ele.

 Queira realmente que seu filho seja resgatado pelo Senhor, queira e não desanime; busque todas as ocasiões. Facilite para que ele se encontre com outros jovens em tantos movimentos que o Senhor tem suscitado na Igreja d’Ele. Você verá o efeito que isso fará. É preciso que você queira a salvação de seus filhos.

 Quantos filhos e quantas filhas precisam resgatar o pai e a mãe também. Infelizmente, há muitos pais que na nossa cultura são “durões” e não vão à igreja, e precisam ser resgatados pelo Senhor; eles não podem se perder, e é claro que você não quer que eles se percam. E não basta que eles sejam “bonzinhos”, eles precisam voltar a Deus, aos sacramentos. Se nós rezarmos ao Senhor pelos nossos pais e avós, o Senhor buscará o momento para salvá-los, nem que seja o último dia.

 Meu irmão, é preciso trabalhar e querer a salvação de nossos entes queridos! Você está em lugares aonde nós padres não podemos chegar, e você precisa também ser o evangelizador onde você trabalha e para as pessoas que Deus coloca em seu caminho. Precisamos querer a salvação deles, nesses lugares, você está perto dessas pessoas e pode lhes falar e agir. Primeiro a sua própria presença, como alguém do Senhor, incomoda, por isso, você não pode ser uma pessoa chata. Pois só de não se comportar como os outros, você acaba sendo um estranho no “ninho” e isso incomoda.

 Nós não somos “carolas” como eles dizem, mas eles também reconhecem que nós fazemos a diferença; e é assim que precisamos ser, pois quando a “coisa aperta” eles buscam a nós. Reze e não perca a ocasião, pois você é apóstolo da última hora, realize a sua missão.

 Meus irmãos, está na hora de acordarmos e darmos tudo de nós, pois o Senhor nos dará o pagamento “daquele que trabalhou o dia todo”. O Senhor quer dar esse pagamento a você, comece onde puder começar; e se você ainda não tem o aprendizado de como levar o Evangelho, fale daquilo que você é hoje, daquilo que você conseguiu; a vida fala mais que mil palavras.

 São Paulo fala: “Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1,20c-24.27a). O grande apóstolo foi como um bom operário que não deixou nenhum “cacho de uva” se perder. E ainda diz que só uma coisa importa: viver à altura do Evangelho de Cristo. Diga ao Senhor: “Senhor, é isso que eu quero ser pela Sua graça. Amém!

Monsenhor Jonas Abib

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Reconhecimento Pontifício

Filed under: Reconhecimento pontifício — anacapucho at 9:53 pm on Wednesday, November 5, 2008

 

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Reconhecimento Pontífio, nossa festa é você!

Clique aqui e confira as fotos desta grande festa!

Somos os trabalhadores da última hora

Filed under: Palavra do Fundador — anacapucho at 6:16 am on Wednesday, November 5, 2008

 

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Os leigos podem ir aonde os bispos e padres não chegam

 Nós estamos, graças a Deus, no tempo da misericórdia, tempo em que o Senhor se põe de braços abertos para acolher a todos que vêm a Ele. Deus é sempre misericordioso, mas também é justo. Haverá um momento em que Ele vai precisar usar da Sua justiça; por isso, volte agora para o Senhor! Ele está esperando por você e pelos seus.

Nós estranhamos a conclusão do Evangelho em que o proprietário sai em busca de operários para sua vinha (cf. São Mateus 20, 1-16). A uva tem que ser colhida no tempo exato, por essa razão ele vai de madrugada procurar trabalhadores, e volta às 9h, ao meio-dia, às 15 e às 17h. Por que ele volta tantas vezes? Porque ele é o dono da vinha e os cachos de uva têm que ser colhidos, pois não podem se perder. É por essa razão que ele vai buscar operários também às 17h.

Há um outro aspecto muito importante nesse Evangelho: vou falar de nós operários que o Senhor manda buscar porque não quer perder suas “uvas”. Você é operário do Senhor até mesmo em gratidão por ter sido “colhido” e trazido de volta a Ele. Você é chamado a ser evangelizador e entrar no trabalho do Senhor.

Na Igreja há lugar para todos, mas, na evangelização, vocês leigos podem ir aonde os bispos e nós padres não podemos; em primeiro lugar, na sua família, você é o primeiro apóstolo dela; você pai, mãe, filho. Existem muitos filhos que ainda precisam ser “colhidos” pelo Senhor. Você é o apóstolo da sua casa, você é o evangelizador. Dizemos que “santo de casa não faz milagres”, mas a grande arma não está na boca, em você ficar falando com a pessoa, mas a grande arma está nos joelhos: reze, reze, reze! Chegue até a cama de seu filho quando ele estiver dormindo e reze por ele.

Queira realmente que seu filho seja resgatado pelo Senhor, queira e não desanime; busque todas as ocasiões. Facilite para que ele se encontre com outros jovens em tantos movimentos que o Senhor tem suscitado na Igreja d’Ele. Você verá o efeito que isso fará. É preciso que você queira a salvação de seus filhos.

Quantos filhos e quantas filhas precisam resgatar o pai e a mãe também. Infelizmente, há muitos pais que na nossa cultura são “durões” e não vão à igreja, e precisam ser resgatados pelo Senhor; eles não podem se perder, e é claro que você não quer que eles se percam. E não basta que eles sejam “bonzinhos”, eles precisam voltar a Deus, aos sacramentos. Se nós rezarmos ao Senhor pelos nossos pais e avós, o Senhor buscará o momento para salvá-los, nem que seja o último dia.

Meu irmão, é preciso trabalhar e querer a salvação de nossos entes queridos! Você está em lugares aonde nós padres não podemos chegar, e você precisa também ser o evangelizador onde você trabalha e para as pessoas que Deus coloca em seu caminho. Precisamos querer a salvação deles, nesses lugares, você está perto dessas pessoas e pode lhes falar e agir. Primeiro a sua própria presença, como alguém do Senhor, incomoda, por isso, você não pode ser uma pessoa chata. Pois só de não se comportar como os outros, você acaba sendo um estranho no “ninho” e isso incomoda.

Nós não somos “carolas” como eles dizem, mas eles também reconhecem que nós fazemos a diferença; e é assim que precisamos ser, pois quando a “coisa aperta” eles buscam a nós. Reze e não perca a ocasião, pois você é apóstolo da última hora, realize a sua missão.

Meus irmãos, está na hora de acordarmos e darmos tudo de nós, pois o Senhor nos dará o pagamento “daquele que trabalhou o dia todo”. O Senhor quer dar esse pagamento a você, comece onde puder começar; e se você ainda não tem o aprendizado de como levar o Evangelho, fale daquilo que você é hoje, daquilo que você conseguiu; a vida fala mais que mil palavras.

São Paulo fala: “Irmãos: Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. Pois, para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1,20c-24.27a). O grande apóstolo foi como um bom operário que não deixou nenhum “cacho de uva” se perder. E ainda diz que só uma coisa importa: viver à altura do Evangelho de Cristo. Diga ao Senhor: “Senhor, é isso que eu quero ser pela Sua graça. Amém!

 

Monsenhor Jonas Abib

 

 

Brasão Oficial da Canção Nova

Filed under: Reconhecimento pontifício — anacapucho at 9:15 pm on Tuesday, November 4, 2008

O brasão da Canção Nova pretende, em um único símbolo, tornar presentes os elementos fundamentais da vida e da espiritualidade da Associação de Fiéis, que recebe agora o reconhecimento pontifício. Ele tem a forma, tradicional na heráldica, de um cálice. Ladeado pelos símbolos eucarísticos, o trigo e a uva (folhas de parreira) querem acentuar a nota primeira e principal de sua espiritualidade: a eucaristia.

“A Canção Nova é um território eucarístico”, afirma monsenhor Jonas Abib. Os Estatutos da Comunidade, capítulo 2, também apontam esta tendência: “O caminho espiritual da Canção Nova é alimentado pela Eucaristia reconhecida na celebração e na adoração cotidiana como fonte e vértice de toda a vida”.

O brasão conta com um escudo azul, partido em prata (branco), sobre o qual se sobrepõe a cruz heráldica simples, em ouro. A área superior do escudo (em heráldica a mais nobre) traz uma estrela em azul no ângulo esquerdo (à direita de quem olha) e, na parte inferior, foi colocado o símbolo tradicional da Canção Nova.

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A posição central ocupada pela cruz recorda a centralidade absoluta de Jesus Cristo e do mistério da Redenção na vida e missão desta Obra de Deus - é da cruz que brotam todas as graças, das quais a Comunidade pretende ser testemunha e portadora. Associando-se a Jesus no mistério de sua cruz, a Canção Nova quer testemunhar a realeza do Ressuscitado (representada pela cor dourada), para que Nele todos possam ter vida em abundância.

O azul e a prata são cores tradicionalmente associadas à Santíssima Virgem, Mãe e Mestra da Canção Nova. O azul recorda também “as águas mais profundas” às quais o Servo de Deus, Papa João Paulo II, fazendo eco às palavras do Senhor (Lc 5,4), impulsionava os fiéis rumo a uma nova evangelização. O próprio escudo lembra discretamente a proa de um barco que avança em alto mar: “Não dá mais pra voltar, o barco está em alto mar; (…) o mar é Deus, e o barco sou eu”.

A simbologia mariana está também presente na estrela. Com efeito, segundo uma etimologia tradicional recordada por São Bernardo, o nome Maria significa “estrela”, sendo a Virgem comumente invocada como “Estrela que guia no alto mar” (Stella Maris) e “Estrela da manhã” (na Ladainha lauretana). Recorda ainda, de um modo especial, o título “Estrela da Evangelização”, com o qual o Papa Paulo VI designou a Virgem na encíclica Evangelii Nuntiandi, obra que inspirou a fundação da Canção Nova.

O brasão apresenta, por fim, o conhecido e amado símbolo da Canção Nova: as mãos postas em oração, a pomba do Espírito e o violão, que expressam o desejo de seus membros de cantar para o Senhor um cântico novo, uma canção nova. Na faixa colocada abaixo, aparece o distintivo (em linguagem heráldica, o mote) e a palavra inspiradora da Comunidade, escrita em latim: “Euntes ergo evangelizare” ou “Ide (pois) evangelizar”.

O lema inspira-se nas palavras de Jesus, conclusivas do Evangelho de São Mateus (28,19), e aludindo à encíclica Evangelii Nuntiandi, como já foi dito, obra inspiradora da Canção Nova. Apresenta também o número dos anos da fundação (1978) e do reconhecimento pontifício (2008) da Associação.

Confira a Palavra do Dom Cláudio Hummes

Filed under: Reconhecimento pontifício — anacapucho at 8:44 pm on Tuesday, November 4, 2008

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 Missa do reconhecimento na Basílica de São Paulo, Presidida por Dom  Cláudio

Meus irmãos e minhas irmãs, quero saudar, particularmente, meus irmãos bispos. Meus caríssimos padres e diáconos, com os quais tenho uma ligação muito especial por causa da Congregação para o Clero, alegro-me de concelebrar com vocês. Também aos amigos da Comunidade Canção Nova e todos que vieram a esta celebração, mas em especial, quero saudar o monsenhor Jonas Abib, fundador de vocês. Ele está muito contente hoje, nós todos o sabemos. E, junto com ele, queremos louvar a Deus, de coração alegre, festivo e com todo o carisma que vocês [Canção Nova] tem, e celebrar esta Missa em ação de graças pelo Reconhecimento Pontifício da Canção Nova. Saúdo as autoridades.

Estamos aqui na grande Basílica de São Paulo Fora dos Muros. São Paulo está enterrado aqui, foi martirizado aqui perto; o grande apóstolo, o grande evangelizador, aquele que levou o Cristianismo para todo o mundo conhecido naquela época. São Paulo, quem sempre nos emociona e nos inspira, nos empurra para a missão. Ele que dizia “Ai de mim, se eu não evangelizar”, deu a sua vida por sisso. E essa Basílica é considerada a mais bela das quatro Basílicas de Roma.

Nesse Ano Paulino, em que toda a Igreja quer, de novo, inspirar, animar e encorajar para ir em missão, para pregar a Palavra de Deus a todas as criaturas, mas, de modo especial, aos seres humanos. Pregá-la, de novo, àqueles que foram batizados, mas não foram suficientemente evangelizados e, por isso, não participam da comunidade eclesial; também de todos aqueles que jamais foram batizados ou evangelizados. A todos eles São Paulo nos convida; na verdade, é o Espírito Santo quem faz isso. Ele que é a alma de toda missão, de toda evangelização.

Nós ouvimos Jesus Cristo dizendo, no Evangelho, a todos os apóstolos: “Ide ao mundo inteiro a pregar o Evangelho a toda criatura”. Vocês estão sendo aprovados pelo Papa, mas com esta conotação muito forte de que vocês são um dom para a Igreja Universal; não somente para o Brasil.

O campo de trabalho de vocês é o mundo inteiro. Monsenhor Jonas, a Igreja, hoje, põe, de modo oficial, como campo de trabalho e vivência do Evangelho, a essa comunidade, o mundo inteiro. Portanto, isso não é apenas um ponto de chegada, mas, sobretudo, um ponto de partida para vocês, para todo mundo. Nós já tivemos a alegria de ver outra comunidade do Brasil que foi aprovada no ano passado, a Shalon. Outras, provavelmente, virão. O Papa está, portanto, olhando para essa iniciativa do Espírito Santo de inspirar homens e mulheres, no nosso Brasil, para se associarem em grandes comunidades com aquele propósito tão firme e forte de querer viver o Evangelho plenamente, também com os carismas extraordinários que, muitas vezes, são dados não a todos –nem será dado a todos –, mas se alguém não recebeu um carisma extraordinário, nem por isso é menos transformado e renovado pelo Espírito Santo. Não se considere como alguém que ainda não chegou, porque o Espírito Santo dá esse dom a alguns para o bem de todos, para o bem da Igreja; não para honrá-los ou para fazê-los maiores do que os outros, mas para que estejam a serviço da Igreja e do bem de todos.

O Espírito Santo está realizando essas maravilhas no Brasil e no mundo todo. Quantas comunidades novas, no mundo, suscitadas pelo Espírito Santo e os papas que estão se pronunciando. Sempre me lembro, porque me impressionou muito, a Vigília de Pentecostes de 1998. Eu estava em Roma por outros motivos e tinha ouvido que o Papa se reuniria com as novas comunidades e os movimentos na Praça de São Pedro (….) foi algo impressionante. O Papa dizia: “Vocês são testemunhas do batismo no Espírito Santo. Fui até lá também e vi algo impressionante. Ele dizia: “Aqui, vocês são testemunhas da efusão do Espírito Santo sobre os nossos tempos. Aquilo que o Conselho e implorava, que houvesse um novo Pentecostes, está acontecendo aqui de novo, dizia João Paulo II. Ele pedia que o Espírito Santo descesse mais uma vez sobre todos e sobre toda a Igreja; ele queria estimular esses movimentos todos a estarem muito juntos com a Igreja e se identificarem muito com ela. Em nome dessa Igreja, ir pelo mundo afora em missão. O Papa dizia que esses novos movimentos e comunidades trouxeram um grande impulso missionário; não apenas impulsionando uns aos outros, mas eles mesmos indo em missão. Não apenas cuidando de si mesmos, num círculo fechado, porque sabemos que, quando vivemos num círculo fechado, um “probleminha” vira um “problemão”. Mas quando nos interessamos pelos outros para levar o Evangelho a eles e conduzi-los a Jesus Cristo, os nossos problemas desaparecem, porque a missão naõ cria problemas, ela os resolve. No entanto, é preciso decidir-se a não olhar para si mesmo, mas para esse grande mundo que Jesus Cristo quer salvar. Ele precisa dos nossos pés, da nossa voz; Ele precisa de nós. É claro que Ele, espiritualmente, trabalha os coração humanos, mas São Paulo já dizia que a fé nasce da pregação. Mas como vão crer, se não há quem lhes pregue?

Hoje, vocês estão, na verdade, retomando, com maior vigor; partindo, de novo, recomeçando uma grande missão universal. Isso vai dar força e saúde ao padre Jonas. Por isso, vamos celebrar, com muita alegria, com essa forte intensão de, realmente, recomeçar. São Francisco de Assis, no fim de sua vida, dizia: “Ainda não fiz nada, tenho que começar de novo”. Não devemos ficar olhando para aquilo que foi feito.

Vocês, meus caros, sejam perseverantes no seu carisma inicial, não o percam. Sejam sempre renovados nesse carisma, porque é ele que dá identidade a vocês, os mantêm fortes e unidos, e outros se agregando, porque vocês são fiéis ao carisma inicial. Essa experiência do Espírito Santo, essa forte experiência de Deus, esse espírito que leva vocês ao encontro forte e pessoal com Jesus Cristo e, depois, comunitário, que transforma vocês em discípulos e discípulas de Jesus Cristo, porque é nesse encontro que nós somos transformados. Ele nos transforma na medida em quem somos capazes de abrir o nosso coração no encontro que fazemos com Ele. Não se prendam apenas às obras, elas são importantes, mas deve nascer de algo que está dentro de cada um, dentro da comunidade, porque essa experiência de Jesus Cristo também deve ser comunitária. A comunidade tem de fazer a experiência, tem que levantar o grito de sua fé, a oração da sua fé. Essa oração carismática que vocês renovaram, não a percam, não percam esses valores. A leitura da Bíblia, da Palavra de Deus, sobre a qual foi realizado um Sínido que veio ao encontro de vocês. Essa leitura orante da Palavra, que sempre nos faz, de novo, encontrar com Jesus Cristo. Aquele que é verdadeiro discípulo, sente-se estimulado na missão e ele quer levar aos outros, contar a eles o que ele viveu. Esse Evangelho de Jesus Cristo é algo concreto na nossa vida, não apenas uma teoria, u livro, uma doutrina. É alguém que nós encontramos e queremos levar outras pessoas a encontrá-lO, que é Deus, que é Jesus Cristo, o Pai.

Lembro-me sempre daquela palavra do Papa João Paulo II aos jovens no Jubileu do ano 2000, aqui em Roma: “Vocês que vieram a Roma, o que vieram buscar?” Aí, ele papou e disse: “Não, a quem vocês vieram buscar? A quem vieram encontrar?” Para, imediatamente, explicar que não era ele [o Papa] que eles queriam encontrar. O Papa queria conduzi-los a esse alguém: a Jesus Cristo. Esse é Aquele pelo qual os jovens deviam vir a Roma, para encontrar Jesus Cristo.

O papa atual sempre diz, de novo, que o Cristianismo não nasceu de uma bela idéia, não é um livro, nem apenas um código de ética ou moral, embora tudo isso seja importante. O Cristianismo nasceu do encontro com alguém: Jesus Cristo. É Ele quem nos dá a essência do Cristianismo. Por isso, precisamos sempre, renovar esse encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo na força do Espírito Santo para, depois, ir em missão e levar a outros essa mesma experiência que vocês fazem.

Vocês que trabalham com a comunicação, quero lhes dizer, de modo especial, o quanto, hoje, a Igreja precisa de vocês. Claro que a Canção Nova não faz apenas comunicação; ela tem toda uma vida, toda uma iniciativa de evangelização missionária e de vivência de cada um, de santificação própria e comanitária, mas a comunicação tornou-se algo que marca muito vocês e a Igreja precisa muito disso. Ela precisa saber como levar Jesus Cristo também pelos meios de comunicação social: TV, Rádio e Internet. Que vocês também vejam nisso uma grande possibilidade, uma grande alternativa; embora saibamos que o encontro pessoal é que é decisivo. Contar a alguém a minha experiência com Jesus Cristo é muito mais forte do que qualquer outra coisa. Hoje, o Brasil, junto com toda a América Latina, está começando uma missão continental… e como é dificil organizar-se e sair em busca das pessoas, visitá-las, conversar com elas, escutá-las, evangelizá-las, conduzi-las a Jesus Cristo. Estamos tão acostumados a receber aqueles que vêm às nossas comunidades, mas não basta mais, é preciso sair em busca daqueles que não vêm. A Europa sabe disso mais do que nós; ela, dolorosamente, sabe disso. E como isso é triste!

A América Latina se decidiu, na V Conferência, a fazê-lo, porque vocês nos ajudaram muito. Os novos movimentos foram buscar as pessoas, mas vocês devem continuar a fazê-los junto com a paróquia, junto com seus bispos nessa comunhão eclesial. Vocês devem ser uma força, uma inspiração, sempre reelaborada em cada diocese, em cada paróquia para que todas as pessoas possam participar. A Igreja precisa de vocês.

Cardeal Cláudio Hummes

 

 

 

Canção Nova no Paraguai

Filed under: Reconhecimento pontifício — anacapucho at 7:40 pm on Tuesday, November 4, 2008

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confira a festa do reconhecimento na missão do Paraguai

Merecida consagração dos trabalhos apostólicos

Filed under: Uncategorized — anacapucho at 2:35 pm on Tuesday, November 4, 2008

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A Canção Nova, idealizada por seu fundador, Monsenhor Jonas Abib é a forma de vida consagrada a Deus, experimentada por milhares de jovens, moços e moças, e também por casais, todos empenhados na missão de evangelizar através dos meios de comunicação social, principalmente Rádio e TV, difundidas em todo o Brasil e em não poucos países do mundo.

 Monsenhor Jonas Abib, os jovens e casais consagrados e padres da comunidade são conhecidos hoje principalmente por meio de TV e da Rádio Canção Nova, ambas com variada e rica programação religiosa e cultural. É por elas que Monsenhos Jonas Abib e seus seguidores são conhecidos no Brasil e em quase todo o mundo.

 O decreto pontifício, que vai ser outorgado e essa benemérita instituição, é, assim, uma merecida consagração de seus trabalhos apostólicos.

 A Canção Nova teve início de forma muito humilde, na diocese de Lorena, a primeira que assumi como bispo. Recebi Pe. Jonas, que, por minha insinuação, tomou para si o compromisso de evangelizar a nossa juventude e de encaminhar essa evangelização através dos meios de comunicação social. Deu início aos seus trabalhos através de uma Rádio, que depois ampliou sua potência e, mais tarde, conseguiu um canal de TV, que se tornou um forte meio de comunicação, que se impôs entre os demais “mass mídia” Brasil afora.

 Monsenhor Jonas Abib foi, desta forma, um instrumento obediente a Deus que atendeu ao que o Santo Padre Paulo VI pediu na Exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”. Alegra-me ter sido também instrumento útil quando aceitei o Pe. Jonas Abib na diocese de Lorena e quando abri para ele as páginas reveladoras da exortação Apostólica “Evangelii Nuntiandi”.

 Sem saber e sem prever, estava abrindo caminhos para a Associação Canção Nova, que é hoje uma riquíssima instituição, que leva Palavra evangelizadora para vastos campos de santificação da Igreja.

Dom Antonio Afonso de Miranda
Bispo Emérito de Taubaté - SP

 

 

Canção Nova a serviço da Igreja

Filed under: Reconhecimento pontifício — anacapucho at 2:30 pm on Tuesday, November 4, 2008

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Você é participante de tudo isso

  O Reconhecimento Pontifício dos Estatutos da Canção Nova é uma grande graça de Deus, não somente para a nossa Comunidade, mas para toda a grande família que hoje somos e da qual você faz parte.

 O fato de ser reconhecida como uma Associação Internacional de Fiéis significa que a Santa Sé, através do Conselho Pontifício para os Leigos, atesta que a Canção Nova está apta e suficientemente preparada para servir à Igreja, não somente numa Diocese e num país, no nosso caso, o Brasil, mas em qualquer parte do mundo.

 Ela, hoje, é internacional. Ela está a serviço não só da Igreja local, mas da Igreja Universal. O Reconhecimento Canônico da nossa Comunidade significa que o Conselho Pontifício para os Leigos atesta nossa comunhão com a Igreja, isto é, que estamos realizando a nossa missão em comunhão com o Santo Padre, o Papa, o Sucessor de Pedro, e com os bispos, os sucessores dos apóstolos.

 É uma grande vitória: a Santa Sé reconhece que somos Igreja e estamos a serviço dela. Mas, ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade. Mais do que nunca, precisamos corresponder a tudo o que a Igreja espera de nós. Ela acolhe a Canção Nova como um dom de Deus, um carisma útil e necessário para o bem dela [Igreja] e do mundo. Um carisma cuja missão é uma graça não somente para uma Diocese ou para uma Conferência Episcopal, mas para a catolicidade, para a Igreja Universal. Um carisma que passa a participar do ministério apostólico do Santo Padre, o Papa.

 É um novo tempo! É um ponto de chegada e um ponto de partida! É importante salientar que com esta aprovação a Igreja quer que a Canção Nova realize a sua missão não apenas por um tempo, mas que ela se perpetue no seu carisma e realize toda a missão que Deus lhe confiou, até o fim. Isso depende muito de nós, da nossa entrega, da nossa correspondência e da nossa fidelidade.

 É tempo de festa! Precisamos comemorar este grande acontecimento. Mas também iniciamos um tempo de muita responsabilidade.

 Preciso dizer com muita clareza que você é participante de tudo isso. Você que ama a Canção Nova e por isso acreditou nela, que contribui para que ela realize toda a sua missão de evangelizar, especialmente através dos meios de comunicação. Você que reza por nós, que perdoa as nossas falhas, porque queremos realizar com ardor a nossa missão, mas somos humanos e erramos muitas vezes. Enfim, você que é Família Canção Nova contribuiu eficazmente para construirmos, juntos, esta linda história de trinta anos da nossa Comunidade. E justamente nesse aniversário tão significativo, receber o maravilhoso presente do nosso Reconhecimento Pontifício.

 Muito obrigado por tudo! Deus lhe pague!

 Aos trinta anos, como Jesus, começamos a nossa vida pública. Conto com você para levarmos em frente essa aventura de fé.

 Deus abençoe você e sua família.

Monsenhor Jonas Abib

 

Reconhecimento Pontifício

Filed under: Canção Nova — anacapucho at 2:15 pm on Tuesday, November 4, 2008

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Permanecei unidos no amor e na oração, pede fundador da Canção Nova

 ROMA, segunda-feira, 3 de novembro de 2008 (ZENIT.org).- «Permanecei unidos no amor e na oração. Que sejais uma comunidade de amor e de adoração. Queremos levar ao mundo uma Canção Nova renovada pelo Espírito Santo», pediu o fundador da Canção Nova, monsenhor Jonas Abib, esta segunda-feira, em Roma.

 Mons. Abib falou durante a cerimônia do reconhecimento pontifício da Canção Nova, realizada na Sala Magna do Conselho Pontifício para os Leigos.

 O cardeal Stanislaw Rylko presidiu o ato por meio do qual a comunidade passou a ser reconhecida como Associação Internacional de Fiéis. Agora, a Canção Nova está a serviço da Igreja do mundo inteiro, e não apenas de uma Igreja local (arquidiocese ou diocese).

 De acordo com o portal Canção Nova, a cerimônia foi marcada pela alegria, espontaneidade e muita emoção. Participaram autoridades eclesiais do Brasil e do mundo, além de membros antigos da comunidade.

 Após fazer a leitura do decreto de reconhecimento, o cardeal Rilko destacou o fato da Canção Nova ser uma «família». «É uma ocorrência eclesial. Toda Igreja se alegra com este fato», disse.

 O purpurado recordou sua visita à Canção Nova em 2005, ocasião em que a presença de capelas em todos os departamentos da comunidade chamou sua atenção.

 «Não capelas vazias, mas sempre com pessoas, em vigília, em constante oração. Este é o ventre da evangelização. Esta posição de pessoas que contemplam. E como dizia João Paulo II, ‘a contemplação é ventre do qual nasce verdadeira evangelização’», afirmou.

 Dom Rilko enfatizou que as novas realidades eclesiais «são resposta deste tempo para o desafio que a Igreja está enfrentando hoje: ‘Como anunciar o Evangelho e o Cristo ao homem moderno, pós-moderno?’».

 «Hoje, as novas comunidades estão reevangelizando os velhos continentes. O Papa vos olha com particular atenção e esperança. Estou convicto de que comunidade Canção Nova não vai nos desiludir, não deixará de cumprir este papel», enfatizou.

 O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, afirmou que «a Canção Nova tem uma grande missão e deve abraçá-la, como veio abraçando até agora, alargando ainda mais sua fronteira missionária».

 Já o bispo de Lorena, Dom Benedito Beni dos Santos, destacou que este momento «é uma confirmação da caminhada que a Canção Nova fez até hoje». «É uma alegria para Igreja Universal e para diocese de Lorena. Agradeço à Santa Sé por este reconhecimento», disse.

 A Canção Nova é uma comunidade católica que tem como objetivo principal a evangelização através dos meios de comunicação. Nasceu em Cachoeira Paulista (São Paulo) há 30 anos e hoje difunde sua missão por meio da TV, rádio, internet, entre outros apostolados no campo da comunicação.

Fonte: Zenit

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