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A imoralidade na televisão brasileira

Estamos diante da apologia do sexismo, da pornografia travestida de arte...
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O povo brasileiro tem sido ofendido e chocado com as barbaridades apresentadas em uma novela da televisão, em horário nobre da noite, que há duas semanas está no ar. Entre as cenas chocantes, uma senhora, com sessenta e oito anos, relata as suas atividades sexuais íntimas, usando palavras chulas e obscenas, as quais não posso escrever aqui. Descreve sua vida sexual frustrada e enaltece a masturbação como um meio através do qual teria encontrado a “felicidade sexual”, depois de muitos anos de frustração com esposo.

Querendo dar a entender que este e outros procedimentos imorais são normais e válidos no dia-a-dia das pessoas, o mentor da novela vai ensinando ao nosso povo, especialmente os jovens, as mulheres, as crianças, que nossa sexualidade se reduz a atos de pura genitalidade, como se fôssemos animais irracionais que só buscam o prazer do sexo, independentemente de qualquer visão humana e moral do sexo, e sem qualquer compromisso de vida com outra pessoa.


:: Televisão, arte e moral, artigo de Dom Eurico dos Santos Veloso

Numa outra cena, a atriz principal aparece fazendo um “strip-tease” completo, exibindo seu corpo nu de frente e de costas, com palavras altamente provocantes. Segundo as informações da imprensa, coisas piores ainda virão nesta novela. Imagino que ainda venham “depoimentos bonitos” e "cenas religiosas".

Estamos diante da apologia do sexismo, da pornografia travestida de arte, e de outras imoralidades que vão minando o casamento e a família. A matéria é tão grave que a Revista VEJA (edição 1966, de 26 julho 2006), trouxe uma matéria intitulada “Abuso sexual”, na qual há vários depoimentos de pais e mães chocados com o que os filhos têm visto em apenas duas semanas de exibição da novela.

Será que já não basta a pornografia deslavada e insana que se propaga pelos canais por assinatura? Será que também a TV aberta vai se transformar numa sucursal sodomista?

Não é à toa que o documento final do "Congresso Teológico Pastoral de Valência", no 'V Encontro do Papa com as Famílias', realizado no início deste mês, disse que: “A família vive uma crise sem precedentes na história”, cujas raízes se encontram na “pressão ideológica” exercida pela “mentalidade consumista” e pela ação de “um laicismo de raiz niilista e relativista”.

Com tanta imoralidade invadindo os nossos lares, em horário nobre, quando as crianças e os jovens estão na sala, vai-se derrubando, dia-a-dia, a moral cristã familiar e, em conseqüência disso, vai-se aumentando o número de adolescentes grávidas, abortos, estupros, infidelidades conjugais, homossexualismo, casais separados, jovens abandonados que vivem no crime, nas drogas e na bebida...

Quem não vê que tudo isso é conseqüência da destruição da família por meio da "derrubada" da moral familiar? E a TV tem sido a grande promotora dessa decadência. Logo, os pais precisam estar atentos e não permitir que os filhos assistam a programas imorais e violentos, que lhes fazem tanto mal.

Segundo informação da Dra. Maria D. Dolly Guimarães, da "Federação Paulista dos Movimentos em Defesa da Vida", a novela “Laços de Família” começou a ser televisionada na Itália, mas não chegou ao fim, pois a sociedade italiana ameaçou parar de comprar os produtos de todos os patrocinadores daquela novela. E disseram: "Se é isso que a sociedade brasileira tem a oferecer, nós não queremos!" Algo similar ocorreu no México.

Também, aqui, é urgente que se faça uma campanha contra os patrocinadores dessas novelas imorais. Podemos também recorrer ao Conselho Federal dos Meios de Comunicação para que este coíba esses abusos. Só não podemos é assistir calados a tanta imoralidade. Precisamos nos posicionar corajosamente contra essa cultura niilista e sem Deus que quer apenas destruir tudo e todos.

Nossa indignação tem de se transformar em ação organizada e legal. Chega de tanto lixo derramado na sala de visita de nossas casas! Sabemos que um canal de televisão é uma concessão do Estado. É algo público, e que portanto não pode ser utilizado ao bel-prazer de seus “donos” e artistas em detrimento do povo e para a destruição da família.

Penso que seja este o momento de agir como verdadeiros cristãos. É a hora de defender nossos valores, de defender a moral, de defender a família, de defender a honra de Deus. Se não fizermos isso, estaremos sendo coniventes com a destruição da família e da sociedade. O que queremos para os nossos filhos, netos e descendentes?

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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com

Prof. Felipe Aquino @pfelipeaquino, é casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Pergunte e Responderemos". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br


27/07/2006 - 11h50


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