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Terça-Feira, 15 de setembro 2009, 11h27
Não adianta conhecer a Palavra e não colocá-la em prática
 
Esforcemo-nos por conhecer o Senhor: a chegada d'Ele é certa como a aurora (cf. Oséias 6,3a). Urge aplicar-nos em conhecê-Lo. Tomemos por exemplo os orientais: para eles, o conhecer era muito concreto, palpável, era a mesma coisa que “experimentar”. As crianças são assim, elas conhecem levando tudo à boca, precisam experimentar. É assim que o Senhor quer que você O conheça. Um conhecer experimental! Um contato vivo com o Senhor! Assim como diz este trecho do Sermão da Montanha:

Não basta me dizer: “Senhor, Senhor!” para entrar no Reino dos céus; é preciso fazer a vontade do meu Pai que está no céus. Muitos me dirão naquele dia “Senhor, Senhor! Não foi em teu nome que nós profetizamos? Em teu nome que expulsamos aso demônios? Em teu nome que fizemos numerosos milagres?” então eu lhes declararei: “Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” Assim, todo o que ouve estas minhas palavras e as põe em prática pode ser comparado a um homem sensato, que construiu a sua casa sobre a rocha. Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra esta casa, e ela não desabou, pois seus fundamentos assentavam-se na rocha. E todo o que ouve as palavras que acabo de dizer e não as põe em prática pode ser comparado a um homem insensato, que construiu sua casa sobre a areia. Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; vieram dar contra esta casa e ela desabou, e sua ruína foi total (Mateus 7,21-27).

Muitas vezes, usa-se este trecho somente a partir do versículo 24, que diz: “Assim, todo o que ouve estas minhas palavra e as põe em prática [...]” Fala-se da casa edificada na rocha e daquela que foi edificada na areia. Mas este trecho não é isolado, está ligado aos versículos anteriores. O Senhor diz:

Não basta me dizer: “Senhor, Senhor!” para entrar no Reino dos céus; é preciso fazer a vontade do meu Pai que está no céus (Mateus 7,21).

O Senhor fala também que dirá a muitas pessoas que pregaram em Seu nome, que fizeram milagres, que expulsaram demônios em Seu nome: “Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” (Mateus 7,23).

É muito duro imaginar que podemos ouvir de Jesus esta palavra: “Nunca vos conheci; afastai- vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” Você pode imaginar como é possível alguém que pregou em nome de Jesus ouvir do próprio Jesus: “Nunca vos conheci; afastai- vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” Como é possível que não O tenha conhecido? Como é possível alguém que expulsou demônios em nome de Jesus receber d'Ele mesmo esse tratamento?!

Para não ouvir do Senhor essa palavra dura, é preciso levar muito a sério as palavras que se seguem: Assim, todo o que ouve estas minhas palavras e as põe em prática pode ser comparado a um homem sensato, que construiu a sua casa sobre rocha (Mateus 7,24).

o Senhor continua: Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; precipitaram-se contra esta casa, e ela não desabou, pois seus fundamentos assentavam-se na rocha (Mateus 7,25).

Por que estava edificada na rocha? Porque quem a construiu ouviu a Palavra e a colocou prática. Duas coisas são necessárias: ouvir a Palavra e colocá-la em prática. Edifica a casa na rocha aquele que faz essas duas coisas. O Senhor, logo em seguida, continua: E todo o que ouve as palavras que acabo de dizer e não as põe em prática pode ser comparado a um homem insensato, que construiu sua casa sobre a areia (Mateus 7,26).

Quem constrói a casa sobre a areia é aquele que não ouve a Palavra? Não. Jesus é claro: “E todo o que as palavras que acabo de dizer e não as põe em prática”. Ouve a Palavra, mas não a põe em prática. Talvez conheça muito dela [Palavra], mas não a põe em prática. Esse homem é aquele que construiu a casa sobre a areia: Caiu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos; vieram dar contra esta casa e ela desabou, e sua ruína foi total (Mateus 7,27).

Qual é a ruína? Ouvir do Senhor esta palavra: “Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” (Mateus 7,23).

É necessário colocá-la em prática. Se lemos a palavra: “Ninguém pode servir dois senhores […]. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mateus 6,24), é necessário colocá-la em prática. Se ouvimos: “Amai vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5,44), é para colocar essa exortação em prática, mesmo que seja difícil.

Muitas vezes, você pode até achar: “São palavras muito lindas, poéticas... românticas até! Que Beleza! Até vale a pena escrever e colocar num cartaz bonito: fazer uma mensagem com esta palavra... Vale a pena falar aos outros a respeito dessa palavra...”

Não, a Palavra de Deus não é para isso! Ela é como uma receita. De que adianta ter uma receita se não a fazemos? De que adianta alguém ter uma coleção enorme de receitas se não as põe em prática? É assim com a Palavra de Deus. Não adianta nada conhecer tantas coisas das Sagradas Escrituras se não as colocamos em prática. Pelo contrário, a própria Palavra que você conhece irá condená-lo: exatamente porque você a conhece e não a coloca em prática.

Muitas vezes, não coloca a Palavra de Deus em prática porque julga que ela “não funciona”, pensando assim: “Não dá para fazer isso! Não é possível! Como é que vou amar meus inimigos? Como vou rezar por aqueles que me perseguiram, me caluniaram? Como vou perdoar uma pessoa que me fez tanto mal? Eu não consigo! Como é que vou confiar totalmente em Deus, como os lírios do campo, como as aves do céu? As aves são as aves. O lírios são os lírios. Eu sou gente. Tenho família, casa, compromissos. Preciso pagar o aluguel no final do mês, comprar comida, pagar as contas atrasadas. Preciso me preocupar com tudo isso!”

Você julga que a Palavra de Deus é bonita, mas não é aplicável na prática. Se criamos coragem e a colocamos em prática, logo começamos a perceber que ela “funciona”. A Palavra que foi plantada em seu coração se realiza. O Espírito Santo, que está em você, lhe dá forças para vivê-la, mesmo que no início isso pareça difícil.

Peça ao Senhor que lhe dê esta convicção: a Palavra “funciona”. É necessário, é urgente colocá-la em prática para não receber do Senhor este tratamento: “Nunca vos conheci; afastai-vos de mim, vós que cometeis a iniquidade!” (Mateus 7,23).


(Trecho do livro “O Pão da Palavra – volume 1” de monsenhor Jonas Abib).

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